ENTENDA COMO AS MONTADORAS DÃO NOMES AOS CARROS

ENTENDA COMO AS MONTADORAS DÃO NOMES AOS CARROS

Honda CR-V 2015 (Foto: Divulgação)

O nome de um carro é um dos primeiros ponto de contato das pessoas com o veículo. É também o que fica na mémoria quando o modelo sai de linha. “A maior responsabilidade do nome é que ele é um elemento que está na boca das pessoas. Você não fala para o seu amigo: eu tenho um carro amarelo. Você fala que tem um Mustang amarelo”, explica o diretor de criação da Interbrand, Felipe Valério.

Com o boom da globalização, o processo de nomear os carros ficou ainda mais importante. As empresas agora precisam criar nomeclaturas globais, que podem ser pronunciados e entendidas em diferentes países. Para ajudar as montadoras nessa tarefa existem empresas especializadas em consultoria de marcas. Uma delas é a Interbrand, que já criou nomes como Amarok (Volkswagen), Punto (Fiat), Discovery (Land Rover), entre outros.

Nessa empresa, o processo de criação de um nome começa pelo menos cinco anos antes do veículo ser lançado, muitas vezes quando ele ainda é um projeto. “A gente começa entendendo o que esse carro tem como posicionamento. Qual a proposta de valor, onde ele vai estar, qual seu público e o preço aproximado”, diz Felipe.

A partir daí, os especialistas da empresa partem para a criação, que começa com a concepção de uma lista de até 600 sugestões. “O primeiro momento é o de imersão criativa, com base nessa estratégia a gente começa a definir territórios conceituais verbais e a traduzir esses conceitos estratégicos em conceitos verbais”.

A lista de sugestões é enviada para vários escritórios espalhados pelo mundo, que fazem uma checagem para verificar se os possíveis nomes não tem uma conotação negativa em determinado idioma ou se outra marca não os utiliza. Esse tipo de filtragem evita erros como os que já aconteceram com o Ford Pinto, nos Estados Unidos, e o modelo chamado Chana da chinesa Changan, carros aqui e em alguns outros países possuíam duplo sentido.

A fase final do processo é a apresentação dos melhores nomes aos executivos das montadoras. Dos 600 iniciais, eles conhecem apenas oito e escolhem o mais adequado ao projeto. “O nome é o primeiro ponto de contato que a gente tem. Muitas vezes já diz o que você vai poder esperar daquele veículo. O nome Shelby Cobra, por exemplo, já te diz que vai ser um carro envenenado. Já se você fala Mustang, logo se lembra do cavalo Mustang, que remete a velocidade e força”, explica o diretor executivo da Interbrand, Beto Almeida, lembrando a importância da escolha de um bom nome.

Fonte: Auto Esporte