Seguros para viagens – Dicas de Viagem – Bahia (BA)

Quer saber mesmo qual seria o plano ideal para visitar a Bahia? Um período sabático, uma dessas pausas que alguns privilegiados conseguem fazer no trabalho para estudar ou dar andamento a um sonho.

Só assim se teria tempo para empreender uma nova e particular descoberta ao estado, começando pelo extenso e espetacular litoral que recebeu os portugueses em 1500 e se perdendo pelos caminhos que levam ao interior, a paisagens inacreditáveis como as da Chapada Diamantina. Mas quem for à Bahia pelos motivos mais conhecidos – praia, calor e festa – não vai se decepcionar, claro. São 1200 quilômetros de costa e quase 300 praias: para badalar, para quem quer sossego, com resorts para distrair a criançada ou com charmosas pousadas nas quais imperam a calma e o silêncio. A capital, Salvador, recebe 3 milhões de turistas por ano, quase o tamanho de sua população – só no carnaval, 550 mil turistas chegam à cidade, grande parte deles para se espremer dia e noite atrás dos trios elétricos, uma legítima invenção baiana. Passar alguns dias por ali aproveitando a simpatia e a alegria dos soteropolitanos dá direito também ao agito de bairros como Rio Vermelho e a passeios pela história do Brasil, sobretudo no Pelourinho, com seus ateliês, casarios e igrejas do século 18. As ladeiras do Pelô passaram por um grande processo de revitalização nos anos 1990, mas já andam precisando de outro – prefeitura e governo do estado prometem ações para evitar nova degradação do lugar antes da Copa de 2014. Ao sul de Salvador começa a saborosa Costa do Dendê, como é chamada a região das ilhas de Itaparica, Morro de São Paulo e a cada vez mais hypada Boipeba, que disputa a atenção com quilômetros de areia e praias quase selvagens – garantia de sossego e boas caminhadas. No extremo sul do estado, Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva não perdem o posto na preferência dos turistas. Mas atenção: em outubro e novembro, a região é para os baladeiros de fibra, já que nessa época recebe uma horda de jovens e entusiasmadíssimos estudantes comemorando antecipadamente férias e formaturas. A meio caminho de Salvador e Porto Seguro, Itacaré, antiga vila de pescadores, hoje com pouco mais de 24 mil habitantes, vive do ecoturismo e oferece generosamente praias, cachoeiras, piscinas naturais e coqueirais enfileirados. A vila de Barra Grande, na ponta da Península de Maraú, ainda consegue manter as piscinas naturais de Taipu de Fora livres do fuzuê durante a maior parte do ano. A Bahia guarda ainda surpresas como as aves marinhas do Arquipélago de Abrolhos e programas como observação de baleias na Praia do Forte, que fica próxima do megacomplexo hoteleiro da Costa do Sauípe, com cinco hotéis e as Sauípe Pousadas – o primeiro do gênero no Brasil, inaugurado no ano 2000. Mais para dentro, no meio do estado, brilham as águas cristalinas que brotam das serras da Chapada Diamantina, o principal destino de ecoturismo do Brasil. Nesse miolo exuberante, prepare-se para encher os olhos com a beleza de cânions, de cachoeiras como a da Fumaça, com quase 400 metros de queda, grutas e vistas espetaculares dos morros do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O tempo sempre vai parecer curto demais quando se pensa em ir à Bahia, mas na falta de um período sabático, programar (muitas) visitas mais curtas também vale.

Alcobaça

Além de conhecer as praias, os turistas que visitam a cidade costumam contratar barcos para mergulhar nos recifes das Areias e das Timbebas.

Arraial d’Ajuda

Se você procura um lugar para chamar de seu, um forte candidato está aqui. a areia macia e o mar calmo, cristalino e de cor deslumbrante – uma mistura de azul e verde – fazem do lugar uma combinação perfeita para casais, jovens e famílias que buscam um cenário de contemplação. a praia mais indicada é a pitinga. Com boa oferta de pousadas e charmosas barracas com espreguiçadeiras, tem sua paisagem realçada pelas imponentes falésias. aos que não abrem mão do sossego, taípe é a mais deserta e preservada do litoral. mas a vila não deixa ninguém na mão. Aos que buscam mais agitação, a Rua do Mucugê reúne bares, restaurantes, lojinhas bacanas e casas noturnas. É sempre movimentada, principalmente a partir das 16h.

ONDE FICAR

Na areia da praia estão os hotéis e pousadas de grande estrutura, geralmente frequentados por famílias. Há também um bom número de hospedagens ao longo da estrada que liga a balsa à Rua do Mucugê – ficar nesse trecho significa utilizar van, ônibus, carro ou táxi para ir às praias mais turísticas, como a da Pitinga e do Mucugê, e ao centrinho. Os arredores da Rua do Mucugê concentram grande parte das pousadas para casais. Em todos os lugares, os preços baixam até 50% entre março e outubro (com exceção de julho, mês de férias escolares).

Estrelado pelo GUIA QUATRO RODAS 2013, o Arraial ’Ajuda Eco Resort reserva acesso livre ao Arraial d’Ajuda Eco Parque, piscinas naturais, bangalôs de massagem e ainda um restaurante com vista para o Rio Buranhém. Também estrelado, o Casa Grande de São Vicente fica em uma mansão de estilo colonial, a dez minutos da praia. Lá, o café da manhã não tem hora para acabar.

Entre os estrelados ainda estão a Pousada Beijamar, pé na areia, com quartos no meio da restinga, entre deques de madeira sobre a água; o Maitei, localizado na badalada Rua do Mucugê; e a Pousada Vila do Beco, com clima de chácara do interior e mirante que dá para as praias de Araçaípe e Pitinga.

A Rua do Mucugê concentra pousadas com bons preços, como a Tororão, Caminho do Mar, do Robalo e Bucaneiros, mas os albergues Maloca Hostel e Arraial d’Ajuda Hostel são as opções mais acessíveis.

ONDE COMER

No almoço, as barracas de praia ficam cheias (dentre elas, a melhor opção para comer é a Barraca do Nel). A partir das 16h, boa parte dos restaurantes do Centro abre as portas, atraindo gente para a Rua do Mucugê e arredores. Na baixa temporada os restaurantes

Os pescados são maioria nos cardápios, como no Rosa dos Ventos, no Flor do Sal e no Valentino – lá, os pescados saem do tanque direto para a panela. O Morena Flor, no Centro, serve os melhores acarajés de Arraial.

Entre as comidinhas, o Coelhinho serve sorvetes artesanais, o Paiol, pães de mel, tortas e docinhos próprios, e a Tapiocaria d’Ajuda, tapiocas doces e salgadas.

COMO CHEGAR

O aeroporto mais próximo é o de Porto Seguro. A travessia de balsa dura cerca de dez minutos (saídas a cada 30 minutos; entre 1h e 7h, a cada uma hora). De carro pela BR-101, tome a saída em Eunápolis – de lá são cerca de 70 km até Arraial.

COMO CIRCULAR

Atrações, pousadas, barracas e restaurantes concentram-se em dois pontos: a Estrada da Balsa e a Rua do Mucugê. A Estrada da Balsa é via de entrada para quem vem de Porto Seguro e dá acesso direto à praia. Para chegar ao Centro, a caminhada é longa, seja pela praiaou pela estrada (o que inclui a subida da falésia), mas vans fazem o trajeto ao longo de todo o dia. Na Rua do Mucugê e arredores, circule a pé. Para quem se hospeda nas estradas do Alto Mucugê ou da Pitinga, o mais indicado é ir com carro próprio para se deslocar entre as praias.

SUGESTÕES DE ROTEIROS

1 dia – É fundamental conhecer as principais praias da cidade. Em um trajeto que pode ser percorrido em cerca de duas horas a pé, de acordo com a velocidade do turista, caminha-se da primeira praia do distrito, Apago-Fogo, até a mais movimentada, a Pitinga. Durante o percurso, faça uma parada em uma das barracas de praia (a Donel é uma ótima opção) para provar pescados frescos. Depois que o sol se for, não perca o agito da Rua do Mucugê.

3 dias – Aproveite que tem mais tempo para curtir com calma as principais praias. Vale a pena reservar um dia inteiro para ir a Taípe, mais preservada, a 14 quilômetros do Centro, e outro para a Pitinga. Se quiser dar uma pausa nos banhos de sol e mar, você também pode incluir no roteiro visitas aos parques de ecoturismo. O Arraial d’Ajuda Eco Parque tem enormes toboáguas de água doce e o Awaventura, área com trilhas, arvorismo e tirolesa.

6 dias – Não deixe de visitar os arredores. Para chegar a Porto Seguro, basta pegar uma balsa. Também é possível fazer passeios de van até as lindas praias que ficam ao sul de Arraial d’Ajuda: Trancoso, Caraíva e Praia do Espelho. Se a viagem for entre os meses de julho e outubro, faça o passeio de barco para ver a baleias-jubarte. Já em qualquer época do ano – fique atento com a maré – visite os recifes de corais.

QUANDO IR

O sol aparece o ano inteiro, mas principalmente entre novembro e março. Nesse período em julho, mês de férias escolares, os preços podem até dobrar. De maio a junho, o sossego prevalece, mas alguns restaurantes e pousadas fecham.

BARRACAS DE PRAIA

Na Praia do Pitinga, a Barraca do Faria tem playground e piscina sombreada à beira-mar. A Flor do Sal, espreguiçadeiras, cadeiras acolchoadas – e um chef argentina que faz comida tailandesa e moquecas. Na Praia do Parracho, a Cabana Grande reserva mesas, espreguiçadeiras e sofás de madeira em um dos trechos mais agitados do Arraial. A Bara do Parracho, lota no verão com shows de axé e promove festas no Carnaval e no Réveillon.

VIDA NOTURNA

A Rua do Mucugê concentra o movimento. O Morocha Club (73-3575-2611) promove festas de segunda a sábado, com bandas e DJs – o som varia de Tim Maia e Beatles até música argentina. Aos domingos, a vez é do T.A Sushi, com apresentações de forró e ritmos africanos. No verão, barracas incluem festas e luaus em sua programação.

por Liliane Finco

Andaraí

A cidade de Andaraí tem construções históricas no Centro, assim como Lençóis, mas a conservação aqui deixa a desejar. Apesar disso, uma caminhada pelo centrinho reserva boas surpresas, como a sorveteria Apollo e a oficina de lapidação do Seu Leandro. A Pousada Sincorá, na entrada da cidade, é ótimo ponto de apoio, com dicas de guias e atrações – a principal delas é o inacreditável Poço Encantado, reaberto para visitas em 2011.

Mais detalhes sobre a região, com dicas de passeios, roteiros, restaurantes e hotéis você encontra no verbete Chapada Diamantina.

Arembepe

Arembepe

Arembepe ganhou fama por causa da aldeia hippie instalada sobre as dunas, à beira do Rio Capivara, desde a década de 60. Hoje, no entanto, o local tem poucos moradores. Em compensação, o centrinho foi reformado e ganhou uma bela praça. Se a pedida é relaxar na praia, procure a parte mais urbanizada da orla, com ondas fracas e piscinas naturais na maré baixa. No caminho até lá, visite o Projeto Tamar

COMO CHEGAR

Saia de Salvador pela Estrada do Coco e siga até Arembepe. O trajeto a partir do aeroporto tem 24 km, e da capital baiana são 58 km.

Barra Grande

Barra Grande fica no distrito de Maraú, na Bahia. O acesso difícil talvez explique por que a vila mais conhecida da Península de Maraú ainda preserva o clima sossegado. Há uma pracinha com igreja, amendoeiras e rodas de capoeira ao cair da tarde. Saindo daqui, jardineiras enfrentam estradas de areia para levar os visitantes às piscinas naturais de Taipu de Fora – onde, na maré baixa, peixes coloridos fazem a festa de quem mergulha.

COMO CHEGAR

A inauguração do asfalto da BA-001 entre Itacaré e Camamu facilitou o acesso a Barra Grande. A melhor opção para chegar à vila é deixar o carro em Camamu e atravessar o Rio Acaraí em lanchas ou barcos, que saem diariamente do porto. Quem prefere ir de carro deve partir de Itacaré, seguir por 15 km pela BA-001 e, depois, encarar 40 km de terra na BR-030 (que costumam ficar intransitáveis com muita chuva).

COMO CIRCULAR

As praias da Península de Maraú são ligadas por uma estrada de terra. Se você não vier com veículo próprio, pode contratar táxis ou jardineiras (caminhonetes adaptadas para levar passageiros) no centrinho de Barra Grande. Leve dinheiro, pois não há bancos ou caixas eletrônicos na península

Barreiras

É a principal cidade do oeste baiano e uma das maiores produtoras de grãos do Nordeste. Cercada por serras, a área do município tem rios, corredeiras, cachoeiras, veredas e vales.

Bom Jesus da Lapa

Cidade-santuário famosa pela gruta que foi transformada na Igreja N. S. da Soledade.

Cachoeira

Contemplada pelo Monumenta, programa federal de recuperação do Patrimônio Histórico, a cidade restaurou importantes igrejas e sobrados de seu conjunto colonial – agora, o objetivo é conquistar o título de Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Do outro lado do Rio Paraguaçu, a vizinha São Félix também tem cuidado de sua arquitetura histórica

Camaçari

De um lado, o município tem praias como Arembepe, Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim. De outro, é um importante polo industrial e petroquímico. Nos dias úteis, executivos chegam a lotar até os hotéis da vizinha Lauro de Freitas.

Canavieiras

É um dos melhores lugares do mundo para a pescado marlim-azul. Para quem não se interessa pela atividade, a cidade também tem belíssimas praias, com longas faixas de areia fofa e mar de águas mornas. Um fato curioso aqui é que quase não se vêem carros nas ruas – pelo menos não dos locais, que costumam circular de bicicleta.

Na charmosa vila, carros não entram e o transporte das malas é feito por meio de carroças – ao atravessar o rio que dá acesso a Caraíva, moradores já estão a postos para fazer esse serviço (pago à parte). Na bagagem não pode faltar um par de chinelos, essenciais para andar nas ruazinhas de areia fofa. Como a luz elétrica chegou há pouco tempo, os caminhos são pouco iluminados e uma lanterna também é acessório obrigatório. Na alta temporada, a associação dos nativos de Caraíva costuma montar uma espécie de estande de informações, onde os passeios podem ser agendados.

COMO CHEGAR

A maioria dos turistas chega via Porto Seguro. De lá, é preciso cruzar a balsa para Arraial d’Ajuda e tomar um ônibus até Nova Caraíva (saídas às 7h e 15h, R$ 13,50; tel. 3575-1170). De carro, além do caminho por Arraial, há duas opções, ambas pela BR-101: tomar a saída próxima ao distrito de Monte Pascoal (47 km por estrada de terra razoável, ruim na época das chuvas) ou a saída de Eunápolis. Este caminho é mais longo: 111 km, com 78 km de asfalto. Qualquer que seja a rota, em Nova Caraíva é preciso estacionar o carro e pegar um barco até o vilarejo.

Caraíva

PRAIAS 

A Vila de Caraíva é banhada pela praia de mesmo nome, que concentra o burburinho da alta temporada (e os bares e restaurantes). As demais praias da região tím acesso apenas por caminhada ou por barco – a escolha depende da maré. A dica, principalmente com relação às praias do Satu e Juacema, é contratar os guias da cidade. Procure indicação na Associação dos Nativos de Caraiva (Anac), com sede próxima à igreja.

Caravelas

Desta pequena cidade no litoral sul da Bahia partem as embarcações que levam ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, detentor da maior formação de corais do Atlântico Sul e um dos melhores pontos de mergulho do país. Em terra, a infraestrutura da região não acompanha tamanha beleza: faltam bons hotéis, restaurantes e um certo charme a Caravelas.

COMO CHEGAR

Quem deseja conhecer o impactante Parque Nacional Marinho dos Abrolhos deve seguir pela BR-101 até Teixeira de Freitas. Pegue a BA-290 em direção ao litoral e, em Alcobaça, entre à direita na BA-001. Outra alternativa, vindo do norte, é entrar na BR-489, via Itamaraju e Prado. O principal aeroporto da região é o de Porto Seguro, servido por Azul, Gol e Tam, distante 250 km. Se não for alugar um carro, a alternativa mais flexível e conveniente, opte por saídas infrequentes de ônibus de companhias como a Águia Branca. Neste caso, você terá que embarcar em Eunápolis, pois não há uma linha regular saindo de Porto Seguro.

COMO CIRCULAR

Caravelas é uma das poucas cidades do litoral baiano em que o Centro não fica próximo à praia. A vila foi erguida às margens do Rio Caravelas. De lá, diariamente partem as embarcações em direção a Abrolhos. A praia fica a 6 km dali.

O QUE FAZER

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos O parque inclui o Parcel de Abrolhos, com recifes de corais, as ilhas Redonda, Siriba, Guarita, Sueste e o Recife dos Timbebas. As ilhas, de formação vulcânica, estão a cerca de 70 km da costa da Bahia. Só é permitido desembarcar na Siriba, com monitores do Instituto Chico Mendes. Consegue-se chegar bem perto de aves marinhas, como o atobá-branco, e de fósseis de corais, exclusivos da região. Agências de turismo fornecem máscara, sorkel e nadadeiras para mergulho. Também é possível fazer um batismo de mergulho autônomo (R$ 150). Certifique-se de que a agência oferece um instrutor por pessoa nos mergulhos e que as embarcações encontram-se em bom estado de conservação.

Praia da Ponta da Baleia De areia grossa e dourada, está a 2 km de Praia de Iemanjá – e tem as mesmas águas turvas da vizinha. A origem de seu nome viria da grande quantidade de ossos de baleia encontrados por ali.

QUANDO IR

De dezembro a março, a visibilidade da água é melhor: 20 m. De julho a novembro, é possível ver as baleias-jubarte no trajeto para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos ou em passeios específicos.

Chapada Diamantina

Chapada Diamantina

Um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil, tem cachoeiras, rios, cânions e grutas que formam cenários inacreditáveis. Seis localidades, nos arredores do Parque Nacional, servem de apoio aos viajantes – todas têm seu charme, além de atrações que valem a visita. A melhor estrutura é a de Lençóis, perto do aeroporto e com boas hospedagens e restaurantes. Mas o ideal é reservar tempo para ficar um pouco em cada lugar e aproveitar as ruas de pedra de Mucugê, as ruínas do garimpo de diamantes em Igatu, o pantanal do Cerrado em Andaraí, as impressionantes cachoeiras de Ibicoara e a enorme concentração de bichosgrilos e o clima hippie do Vale do Capão – ponto de partida de um dos trekkings mais cênicos do país, o Vale do Paty.

RAIO X

Artes Diretores de cinema e novela vivem escolhendo a Chapada como pano de fundo de suas histórias. A trama global Pedra Sobre Pedra (1992) teve Lençóis como cenário. Já o cineasta Walter Salles explorou a imensidão do sertão baiano no longa Abril Despedaçado (2001), que usou Mucugê como uma das locações.

É Tudo Verdade Antes de embarcar para Lençóis, uma dica importante: a cidade só tem uma agência do Banco do Brasil e nem todos os lugares aceitam cartão de débito.

Lenda Urbana Quando os guias se encontram pelas trilhas, são comuns os comentários sobre o resgate de um tal gordinho preso na fenda de uma rocha, ou de um anão que foi esquecido numa caverna. Claro, acredita quem quer.

Sabores Quibe assado com coalhada fresca, panqueca com taioba e bolo de aipim com coco. Isso é só uma parte do que é servido no café da manhã da Alcino Estalagem. A pousada prepara tudo na hora, e usa ingredientes da horta.

COMO CHEGAR

De Salvador e da região Centro-Oeste até Lençóis, o melhor caminho é pela BR-242; do sul, desde Vitória da Conquista, pegue a BA-262 e a BA-142.

COMO CIRCULAR

Dentro de cada destino, dá para fazer tudo a pé. Para as trilhas, contrate guias credenciados nas agências ou nas associações de condutores de visitantes. Para ir de uma localidade a outra: a BA-142 (a partir da BR-242) liga Lençóis a Andaraí, Mucugê e Ibicoara (uma vicinal sai dela até Igatu). A BR-242 leva a Palmeiras e, de lá, uma estrada de terra chega ao Vale do Capão – quem está sem carro pode optar pelos traslados das agências. A circulação de ônibusé restrita: a Real Expresso (71/3450-9310) faz o trecho Lençóis-Palmeiras e a Emtram (3331-1525) organiza a viagem de Andaraí a Mucugê.

ONDE FICAR

Lençóis possui a maior quantidade de hospedagens e as mais confortáveis da Chapada. Os quartos e recantos com as melhores vistas estão no Vale do Capão. Nas demais localidades, a maioria dos hotéis é bem simples e com pouca estrutura.

ONDE COMER

Os principais restaurantes da Chapada estão em Lençóis. Em O Bode é possível provar receitas da época do garimpo, servidas também no Dona Nena, em Mucugê. Destaque para o pastel de palmito de jaca da Dona Dalva, no Vale do Capão; os crepes do Café Galeria e Memória, em Igatu; e os sorvetes da Apollo, em Andaraí.

Pratos do garimpo  Refeições calóricas faziam parte da dieta dos garimpeiros da Chapada nos séculos 18 e 19. Na lista há receitas com cortes e miúdos de bode, carne de sol e carne-seca, além de pirão de parida (galinha caipira com pirão do próprio caldo). Os acompanhamentos mais comuns são o purê de leite, o godó de banana (ensopado de banana-verde), o cortado de palma (um tipo de cacto) e o cortado de mamão verde ou de abóbora.

EXPLORANDO A CHAPADA DIAMANTINA

Serviço  Em todos os destinos da Chapada é fundamental ter a companhia de um guia para os trekkings, pois as trilhas não têm sinalização. Você pode contratá-los nas agências, como a Nas Alturas (informações no site oficial ou pelo telefone (75) 3334-1054) e a Venturas e Aventuras (informações no site oficial, ou pelo telefone (75) 3334-1030), ambas com sede em Lençóis, ou pedir indicação na pousada ou no hotel. Nas Associações de Condutores de Visitantes (ACVs), os preços dos guias são mais econômicos. Por outro lado, não incluem seguro e não há veículos para os traslados — é preciso usar carro próprio. Entre em contato com as ACVs pelos telefones: Lençóis, (75) 3334-1425; Andaraí, (75) 8137-1679; Ibicoara, (75) 77/3413-2048; Mucugê, (75) 8231-1610; Vale do Capão, (75) 3334-1087; em Andaraí, a pousada Sincorá também indica guias – entre em contato pelo telefone (75) 3335-2210.

Por conta própria Quem está de carro pode chegar sem guia nas grutas Torrinha, da Pratinha, Lapa Doce e no Morro do Pai Inácio; nos Poços Encantado e Azul; na Mina do Brejo Verruga; no Cemitério Bizantino, Projeto Sempre-Viva e Museu Vivo do Garimpo; e na Cachoeira do Ranchinho.

Equilíbrio é tudo Intercale passeios desgastantes com outros mais leves, já que algumas atrações exigem caminhadas longas em terrenos íngremes.

O que levar Botas ou tênis para trekking são indispensáveis; para algumas trilhas, os guias recomendam calças compridas. Na mochila: água, chapéu, repelente, protetor solar e blusa para proteger do vento. Entre novembro e janeiro, inclua capa de chuva.

Alimentação Em alguns passeios dá até para almoçar pelo caminho, como nas grutas da Pratinha e da Lapa Doce, em Lençóis. Em outros, pode-se passar o dia sem cozinha por perto. Em geral, as agências incluem refeições em seus pacotes; se for por conta própria ou com guia das ACVs, leve lanche.

SUGESTÃO DE ROTEIROS

3 dias — Para uma visita relâmpago, Lençóis é a melhor base. Acordando bem cedo, no mesmo dia é possível conhecer as duas grutas mais famosas da cidade: Torrinha e Pratinha, com direito a flutuação em águas cristalinas. Na volta, curta o pôr do sol no Morro do Pai Inácio. No segundo dia, siga para o Vale do Capão e encare a subida até a Cachoeira da Fumaça. Deixe o terceiro dia para as cachoeiras próximas a Lençóis: 7 km de caminhada separam o Centro da Cachoeira do Sossego, mas se a ideia é só relaxar, o Serrano é a pedida. Deixe o último dia para a Cachoeira dos Mosquitos e a Serra da Partida.

5 dias — É tempo suficiente para aproveitar mais o clima hippie do Vale do Capão e incluir outras cidades no roteiro. No caminho entre Lençóis e Mucugê, parada obrigatória no Poço Encantado. Aposte também em programas mais leves, como o Museu Vivo do Garimpo, o Projeto Sempre-Viva e o Cemitério Bizantino. Reserve ainda um dia para Ibicoara e conheça a impressionante Cachoeira do Buracão. Igatu merece outro dia: conheça a Galeria Arte e Memória e não deixe de comer um crepe no café. A Fazenda Marimbus, em Andaraí, encerra a viagem em grande estilo.

10 dias — Existem várias travessias. A que percorre o Vale do Paty, um dos trekkings mais incríveis do Brasil, leva de três a cinco dias, variando de 40 km a 75 km – a caminhada pode começar no Vale do Capão ou em Mucugê. O Treeking Lençóis-Vale do Capão, com 25 km percorridos em um dia, é outra ótima alternativa.

QUANDO IR

De dezembro a fevereiro, as diárias sobem e as trilhas lotam — em compensação, as cachoeiras estão com maior volume d’água. Em junho, tem festa de São João e, em eagosto ou setembro, o Festival de Lençóis. No período entre novembro e janeiro pode chover bastante, enquanto de abril a setembro as águas dão trégua e as temperaturas não são tão extenuantes.

Por Fernanda Kalena

Costa do Sauipe

Cumuruxatiba

Cumuru, apelido carinhoso da vila de Cumuruxatiba, no litoral sul da Bahia, é uma delícia. Aqui, impera a tranquilidade. O programa ideal é relaxar nas charmosas pousadas e tomar sol diante do mar esverdeado em qualquer uma das praias, todas muito bem mantidas. Para quem tem mais tempo, passeios de barco até a Ponta do Corumbau ou para ver as baleias-jubartes (julho a novembro) são programas de encher os olhos.

Há ainda algumas boas opções para compras, como os ateliês Eliana Bergara e de Renata Homem. Dentre as praias, destaque para Japara Grande, do Píer, do Moreira, Imbassuaba e Barra do Cahy, todas listadas com três estrelas pelo GUIA QUATRO RODAS.

COMO CHEGAR

A partir de Prado, há duas maneiras de chegar. Em épocas mais secas, a estrada de terra (32 km) que segue por cima das falésias, paralela às praias, é garantia de incríveis visuais. Mas basta uma chuva mais forte para os atoleiros aparecerem. Nesse caso, a alternativa mais segura é dirigir pela estrada principal, que, apesar de mais longa (40 km, sendo 9 km em asfalto), quase sempre está em bom estado.

Cumuruxatiba é servida pelo aeroporto de Porto Seguro, distante 240 km.

ONDE FICAR

Na praia, um dos destaques é a Pousada Rio do Peixe, assim como a mais simples Pousada Villa Cumuru. No Centro, a escolha do Guia é a Cumuruxatiba, com muitas opções de lazer para adultos e crianças.

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