Uma noite em um hospital psiquiátrico abandonado em Weston

Uma noite em um hospital psiquiátrico abandonado em Weston

Uma noite em um hospital psiquiátrico abandonado em Weston

John Searles
New York Times Syndicate

Uma noite no Hospital Psiquiátrico Trans-Allegheny em Weston, na Virgínia Ocidental5 fotos

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O prédio do Hospital Psiquiátrico Trans-Allegheny em Weston, na Virgínia Ocidental, tem fama de ser ninho de atividades paranormais Leia mais Jeff Swensen/The New York Times)

Todo mundo tem uma história de fantasma para contar; bom, eu pelo menos sempre achei que era assim. A melhor amiga da minha mãe contava o caso de um soldado que conheceu quando era guarda-livros na Força Aérea: ele dizia ser um – e provou suas palavras ao sair caminhando pela pista da base, à luz da lua, e desaparecer na frente dela. Outra amiga dela trazia um tabuleiro ouija quando vinha cuidar de mim. Conforme o ponteiro de plástico deslizava pela superfície (com uma pequena ajudinha dos dedos), ela falava das mensagens que o mundo dos espíritos lhe enviavam o tempo todo.

Pode ter sido culpa das amigas da minha mãe ou das centenas de pessoas a quem já perguntei se acreditavam em fantasma e que desfiaram rosários de visões de familiares mortos surgindo à beira da cama ou vozes ouvidas em corredores escuros e vazios, mas desde que me conheço por gente procuro desesperadamente por uma história só minha para contar.

Foi assim que acabei embarcando em uma aventura para ouvir sons suspeitos, de madrugada, no Hospital Psiquiátrico Trans-Allegheny em Weston, na Virgínia Ocidental. O prédio tem fama de ser ninho de atividades paranormais e é fácil entender por quê: construído entre 1858 e 1881 para acomodar 250 pacientes, chegou a abrigar quase dez vezes esse número na década de 50. Era um bando de desesperados e não só porque estavam em um hospital de doentes mentais; muitos foram agredidos por outros internos violentos e alguns chegaram a ser mortos.

O local foi fechado em 1994 e outra instituição, mais moderna, construída no mesmo lugar, mas o Weston Mental Hospital, como era conhecido, renasceu. Inspirada em parte pela demanda gerada por programas como “Os Caçadores de Fantasmas” e filmes como “Atividade Paranormal”, a administração vem oferecendo passeios com uma frequência cada vez maior nos últimos seis anos. Entre eles há opções como “Caça Fantasma Médica/Pericial/Geriátrica” (6,5 horas por US$100) e o “Passeio à Luz de Lanterna”, rapidinho e barato (30 minutos por US$10).

As opções eram tantas que liguei para o número que aparecia no site oficial, trans-alleghenylunaticasylum.com, e perguntei à Rebecca, a mulher de voz rouca que me atendeu, em qual delas eu teria maiores chances de encontrar um espírito. “O passeio das 9 às 5. É quando as coisas mais divertidas acontecem por aqui”, prometeu. Por US$100, os visitantes que vão passar a noite no local são divididos em grupos e saem com um guia para explorar os quatro andares e diversas alas do hospital enquanto tentam fazer contato com o mundo dos espíritos. Como se isso já não fosse o bastante, os curiosos ainda podiam sair andando sozinhos, e ficar até o nascer do sol, para ver alguma coisa sobrenatural.

Encantado, perguntei se podia aumentar minhas chances e disparei: “E se eu fosse com alguém e acampasse na parte mais assombrada do prédio?” “Já sei até onde colocá-lo”, ela respondeu, me fazendo uma oferta que jurava ser exclusiva. “A ala de recuperação das lobotomias. Ninguém pode ir lá. Não tem energia nem água encanada. Só que você vai ter que assinar um documento de responsabilidade porque se quebrar a perna correndo de medo não quero ter nada com isso, está certo?”

Fingi que pensava para não parecer muito óbvio porque, na verdade, já tinha me decidido assim que ela soltou a palavra “lobotomia”.

Uma semana depois, lá estava o edifício em estilo gótico na minha frente, imponente, enquanto subia para a entrada. Ao meu lado, meu namorado, Thomas, fez o sinal da cruz pela quinta vez desde que tínhamos saído de Manhattan pela manhã. Quando lhe contei dos meus planos, ele deixou bem claro que eu teria que achar outra companhia. Como todo mundo, já tinha uma história de fantasma para contar – que tinha a ver com uma porta que se fechou inexplicavelmente no porão da casa do pai. Só que, de todos os amigos com quem falei, nenhum topou nem pensar na possibilidade e o Thomas não teve opção a não ser me acompanhar. E saiu de casa com a medalhinha benta da Madre Teresa. Só para garantir.

Chegamos com várias horas de antecedência e o lugar estava praticamente deserto. Esperando por nós, em uma cadeira de balanço na entrada, estava a Srta. Sue, enfermeira que trabalhou ali de 1966 a 1990 – e como se não quisesse deixar dúvidas, vestia o antigo uniforme. Só que em vez de nos deixar na tal da sala de recuperação dos lobotomizados, nos levou para um escritório recém-pintado e com luz elétrica. Pensei comigo que nenhum fantasma com o mínimo de dignidade se apresentaria ali.

Quando finalmente caiu a noite conhecemos nossos guias, que se reuniram em uma área do primeiro andar que poderia muito bem ser uma sala de espera de qualquer hospital. Eles nos mostraram uma vasta quantidade de ferramentas, incluindo medidores de frequência eletromagnética, de movimentos e um negócio chamado “caixa dos espíritos”, que parecia registrar muita estática e as vozes ocasionais de uma estação de rádio próxima. Para aumentar a parafernália, alguns caçadores de fantasmas tinham aplicativos nos iPhones, tipo o Ghost Radar Classic, sensível a vibrações de espectro. Ah, sim, e para completar, alguém levara uma boneca que se acendia quando “sentia” alguma atividade paranormal.

O nosso pequeno grupo seria guiado aquela noite por Copperhead, um cara de cabelo tão liso que mais parecia a Gwyneth Paltrow musculosa e tatuada. A ferramenta que ele escolheu para a nossa primeira caçada era “das antigas”: lanternas. Acompanhou Thomas e eu, assim como outro casal, por um corredor escuro e as distribuiu pelo chão, a três metros de distância uma da outra, de pé, mas apagadas. Para se comunicar com o além, pensei que fosse usar algum tipo especial de linguagem, mas Copperhead começou a falar em um tom que alguém usaria para tentar convencer um adolescente emburrado que se trancou no quarto. “Eddie, eu sei que você está chateado comigo, mas espero que apareça.”

  • Jeff Swensen/The New York TimesO Hospital Psiquiátrico Trans-Allegheny em Weston, na Virgínia Ocidental foi construído entre 1858 e 1881 para acomodar 250 pacientes e chegou a abrigar quase dez vezes esse número na década de 50

Essa conversa unilateral continuou um tempinho até que, finalmente, Eddie, um antigo paciente que tinha uma queda pelo pôquer, fez a lanterna mais próxima de nós acender e apagar. Por um momento glorioso, achei que estivesse vivendo a minha própria história de fantasma, mas enquanto os dois batiam papo, o meu lado cético falou mais alto – e comecei a imaginar se a lanterna não tinha sido colocada em um ponto específico, com algum tipo de controle por baixo. Quem sabe Copperhead tinha um controle remoto minúsculo escondido no bolso?

Quando Eddie cansou do papo furado e a lanterna permaneceu desligada, o guia levou nosso grupo para uma sala lúgubre, com pilhas de cigarro no chão. Essa era meio que uma tradição: os visitantes traziam os maços como uma oferenda para os fantasmas com o objetivo de atraí-los. Quando nenhuma alma penada se animou a se comunicar conosco, nem a dar umas baforadas em um Marlboro Light, ele resolveu apelar: “Tem uma garota aqui conosco, Fred, e eu sei que você aprecia as moças.”

Amy, a única mulher do nosso grupo, mais tarde me disse que não tinha se sentido vulnerável sentada no chão, no escuro, com quatro homens, sendo usada como isca para fantasma – se bem que nem corria muito perigo, pois era morena e o fantasminha curtia mesmo eram as loiras.

Às duas da manhã comecei a ficar com sono e minhas esperanças de dar de cara com um espírito começaram a diminuir. Era hora de Copperhead nos levar para a tal da sala de recuperação. Passamos por inúmeros corredores, uma porta de barras de ferro enferrujada e descemos um lance de escadas. Quando entramos, passei a lanterna e vi a pintura descascando do teto e vidro quebrado no chão. O único fantasma que senti naquela sala foi o do Amianto e, por isso, levei em consideração a choradeira de Thomas e fui me sentar no corredor que levava a várias outras câmaras de isolamento.

Assim que arrumamos as camas, um barulho estranho, como se algo pesado estivesse sendo arrastado pelo chão, começou a vir de alguma parte do prédio. Thomas se sentou e perguntou se eu tinha ouvido. Disse a ele que parecia ter sido na recepção, que não ficava longe dali, mas, ao ouvi-lo pela segunda vez, tive a certeza de que vinha do espaço próximo da porta que levava à área da lobotomia. Quando ouvimos o som pela terceira vez, mais alto, Thomas deu no pé.

Não demorou e voltou com Copperhead. Nós três caminhamos, em silêncio, lanternas nas mãos, por uma série de salas, algumas ainda cheias de equipamentos e barras nas janelas, até entrarmos em um cômodo que tinha o que parecia ser uma pilha de telhas no chão. Copperhead, que estava de bota, pisou nela e fez exatamente o mesmo ruído. Estávamos na parte isolada do prédio, a que ninguém mais tinha acesso, o que significava que ouvimos algo do outro mundo. A sensação que eu tinha era a de que estávamos em um episódio de “Scooby-Doo” e a qualquer momento ia descobrir quem estava tentando nos assustar.

Entretanto, o Thomas não quis pagar para ver. Não demorou nada para juntar as coisas e seguir para o carro alugado, recusando-se terminantemente a voltar para dentro. Acabei entrando no carro também. Conforme nos afastávamos, olhei para trás, para as luzes fracas que brilhavam dentro do prédio e pensei em todas as pessoas que eu conhecia que tinham uma história de fantasma para contar. Se pelo menos eu conseguisse acreditar, teria uma também.

John Searles é autor do novo “Help for the Haunted”.

Fonte: UOL

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